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Danny Elfman - O Cara!
Viva a festa do homem morto!!!
A primeira vez que tive o prazer de desfrutar de uma bela trilha sonora foi num filme de Brian de Palma, em 1996, quando eu tinha dezesseis anos. O nome do filme? Missão Impossível. Saí do cinema com o coração ainda pulsando, pelas máscaras que estavam sempre a disposição dos personagens e, principalmente, pela trilha sonora, que me deixou doido. Boas músicas em filmes sempre me marcaram, como por exemplo “Os Caçadores da Arca Perdida”, “O Império Contra Ataca” (apesar de eu detestar o filme), “E.T. O Extra Terrestre”, “Caça Fantasma” entre outros. Quem não se recorda de uma bela trilha sonora ao sair de uma sala de Cinema? Principalmente quando ela é realmente marcante! Todo mundo lembra e eu não seria diferente, pois quando saí do cinema em 1996 no final de Missão Impossível, percebi que jamais esqueceria daquela trilha sonora. Sabe o que fiz? Fui direto numa loja de cd´s e comprei a trilha do filme sem pestanejar. “Ah, mas tem o Tom Cruise na capa”. Não me importei, estava escuro!
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h56
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Danny Elfman - O Cara!
Ao chegar em casa liguei o aparelho de som no ultimo volume e coloquei o cd na faixa da música tema do filme. O barulho do fósforo riscando é o máximo. Não, peraí, acho que não me expressei direito. É o MÁXIMO!!!! Agora sim...
Percebi, então, que naquele cd havia duas musicas que pertenciam a um tal de Danny Elfman, uma delas era exatamente a principal. Perguntei-me “quem é esse cara?”. E ficou por isso mesmo, pois nunca fui atrás. Só virei fã daquela trilha, achando que era um acerto em um milhão de um artista sem fama. Ai, ai, doce engano, não é?
Só sei que um ano depois fui ao cinema assistir ao filme Homens de Preto. Já assistiram? E a trilha sonora, alguém se lembra? Claro que sim, pois Danny Elfman é FODA! O melhor de tudo é que quando começou o filme, eu reparei no nome dele nos créditos e contei para o amigo que estava comigo, que se tratava do cara que havia feito a trilha de Missão Impossível. “Puta que pariu”, sussurrou ele, e encaramos a tela, esperando por um show de feitos sonoros.
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h55
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Danny Elfman - O Cara!
A partir daí, foi somente diversão. Como sempre adorei Batman e seus filmes, e esse meu amigo era um companheiro que eu tinha de cinema, nós sabíamos que em breve sairia outro filme do herói nas telonas e, para isso, resolvi alugar os outros para assistir ao filme com a estória toda na ponta da língua. Resultado: Adivinha quem estava nos créditos iniciais da trilha sonora? Tanto no Batman (Tim Burton), quanto no Batman – O Retorno (Tim Burton)?? Adivinha? Isso mesmo!! Danny Elfman!!! O próprio Danny Elfman que, somente depois, claro, fui saber que ele era, e é, um grande parceiro de Tim Burton! Quando vi o nome do cara nos créditos de Batman, aí foi muito legal. Percebi que ele não era tão “sem fama” ou “sortudo” quanto eu acreditava. Na verdade, ele era, e ainda é, um gênio Hollywoodiano em trilhas sonoras. O Cara é foda! Batman é o tipo do filme que dá vontade de colocar o começo só pra ouvir a música dos créditos iniciais! Elfman é FODA!! Pra encurtar a estória, como sempre fui fã de Planeta dos Macacos, fui ao cinema e... já sabem, não é? Fui também assistir ao Homem Aranha (Sam Raimi), Homens de Preto II, Chicago, Hulk (esse eu pirei de verdade quando li o nome dele, pois já sabia que ia ser bom. De Ang Lee), Homem Aranha II.... e acho que é só.
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h54
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Danny Elfman - O Cara!
Mas sei que vocês já viram muitos filmes onde a espetacular trilha sonora é desse cara. Por acaso você se lembra de que falei que ele era um grande parceiro de Tim Burton, não se lembra? Então, não é só com ele que existe a parceria, mas também com o ator Johnny Depp. Claro, existe até comunidades no orkut para quem possa estar duvidando! Os três juntos fizeram alguns trabalhos que devem ser levados em consideração. Alguém já assistiu ao filme Edward Mãos de Tesoura? A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça? A Fantástica Fábrica de Chocolates? Bom, são exemplos... Mas a parceria continua também sem o ator, claro. Lembram de O Estranho Mundo de Jack? Beetle Juice?? Aquele jeitão gótico e as trilhas inesquecíveis... Um bom filme não se faz sem uma boa música. Uma boa música não é realizada se não tiver por trás um excelente profissional. Palmas para Danny Elfman, pois ao escrever isso fiquei com vontade de assistir a quase todos esses filmes!
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h53
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Danny Elfman - O Cara!
Além de ter participações em filmes, Danny Elfman não pára por aí. Vou falar um pouco da origem desse gênio. O Cara tinha um grupo de rock chamado Oingo Boingo, que foi muuuuito famoso na década de oitenta. Fizeram na época uma faixa para uma música ser colocada num filme independente, do diretor Richard Elfman, e o sucesso foi grande e explosivo. Como se acendêssemos uma bomba com um fósforo riscado num ultimo volume, tirado do filme Missão Impossível. A partir daí, o grupo Oingo Boingo realizou diversas trilhas para filmes populares e o Grande Danny Elfman logo percebeu que havia talento em seu sangue para a “coisa”. Começou, então, a desenvolver um trabalho paralelo ao da banda, que era o de fazer trilhas sonoras para filmes e logo conheceu o também grande Tim Burton, firmando uma parceria bem sólida e objetiva. Depois deixou o grupo, mas... Bem, você pode até achar que não, mas tenha certeza de que já ouviu alguma música dessa banda!
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h53
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Danny Elfman - O Cara!
Filmografia (somente alguns, viu?!?)
1980 – Forbidden Zone - Direção: Richard Elfman
1982 – Fast Times Ridgemont High – Direção: Amy Heckerling 1984 – Um Tira da Pesada – Direção: Martin Brest
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h52
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Danny Elfman - O Cara!
1985 – As Grandes Aventuras de Pee-wee – Direção: Tim Burton
1985 – Mulher Nota 1000 – Direção: John Hughes
1985 – Amazing Stories – Direção: Tom holland (série)
1985 – Alfred Hitchcock Presents – Direção: Ray Austin (série)
1986 – Back to School – Direção: Alan Metter
1986 – O Massacre da Serra Elétrica II – Direção: Tobe Hooper
1986 – Wisdom – Direção: Emilio Estevez
1988 – Beetle Juice – Direção: Tim Burton
1988 – Midnight Run – Direção: Martin Brest
1988 – Os Fantasmas se Divertem – Direção: Richard Donner
1989 – Beetle Juice – Direção: Tim Burton (série)
1989 – Contos da Cripta – Direção: Ramon Sanchez e Paul Abascal
1989 – Os Caça Fantasmas II – Direção: Ivan Reitman
1989 – Batman – Direção: Tim Burton
1989 – Os Simpsons – Criado por: Matt Groening (tv)
1989 – Os Simpsons Especial de Natal – Direção: David Silverman (tv)
1990 – O Massacre da Serra Elétrica – Direção: Jeff Burr
1990 – Nightbreed – Direção do grande Clive Barker 1990 – Dick Tracy – Direção: Warren Beatty
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h51
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Danny Elfman - O Cara!
1990 – Darkman – Direção: Sam Raimi
1990 – The Flash – Direção: Robert Iscove (tv)
1990 – Edward Mãos de Tesoura – Direção: Tim Burton
1992 – Amazing Stories Book Two – Direção: Brad Bird e Robert Zmeckis
1992 – Article 99 – Direção: Howard Deutch
1992 – Batman O Retorno – Direção: Tim Burton
1992 – Buffy A Caça Vampiros – Direção: Fran Rubel Kuzui
1992 – Batman – Direção: Kevin Altieri (tv)
1993 – Army of Darkness – Direção: Sam Raimi
1993 – O Estranho Mundo de Jack – Direção: Henry Selick; Estória: Tim Burton
1994 – Darkman II – Direção: Bradford May
1994 – Black Beauty – Direção: Caroline Thompson
1995 – Demon Knight – Direção: Ernest R. Dickrson e Gilbert Adler
1995 – Eclipse Total – Direção: Taylor Hackford; Livro: Stephen King
1995 – Um Sonho Sem Limites – Direção: Gus Van Sant
1995 – Deads Presidents – Direção: Albert Hughes
1996 – Missão Impossível – Direção: Brian de Palma
1996 – Os Espíritos – Direção: Peter Jackson
1996 – Bordello of Blood – Direção: Gilbert Adler
1996 – Extreme Measures – Direção: Michael Apted
1996 – Darkman III – Direção: Bradford May 1996 – Marte Ataca – Dirção: Tim Burton
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h50
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Danny Elfman - O Cara!
1997 – Homens de Preto – Direção: Barry Sonnenfeld
1997 – Flubber – Direção: Les Mayfield
1997 – Gênio Indomável – Direção: Gus Van Sant
1997 – Pânico II – Direção: Wes Craven
1998 – Um Simples Plano – Direção: Sam Raimi
1998 – A Qualquer Preço – Direção: Steven Zaillian
1999 – Meu Marciano Favorito – Direção: Donald Petrie
1999 – Instinto – Direção: Jon Turteltaub
1999 – Em Qualquer Outro Lugar – Direção: Wayne Wang
1999 – A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça – Direção: Tim Burton
2000 – The World of Stainboy – Direção: Tim Burton (tv)
2000 – Prova de Vida – Direção: Taylor Hackford
2000 – Um Homem de Família – Direção: Brett Ratner
2001 – Pequenos Espiões – Direção: Robert Rodriguez
2001 – Heartbreakers – Direção: David Mirkin
2001 – O Planeta dos Macacos – Direção: Tim Burton 2002 – Homem Aranha – Direção: Sam Raimi
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h49
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Danny Elfman - O Cara!
2002 – Homens de Preto II – Direção: Barry Sonnenfeld
2002 – Dragão Vermelho – Direção: Brett Ratner
2002 – Chicago – Direção: Rob Marshall
2003 – Hulk – Direção: Ang Lee
2003 – Peixe Grande – Direção: Tim Burton
2004 – Homem Aranha II – Direção: Sam Raimi
2005 – Ploint Pleasant – Direção: John McLaughlin (série)
2005 – A Fantastica Fabrica de Chocolates – Direção: Tim Burton 2005 – Corpse Bride – Direção: Tim Burton
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h48
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Danny Elfman - O Cara!
Além de alguns em produção...
Bom, é isso. Existem muitos filmes desse cara, muitas séries para a tevê, muitos “making of” de responsabilidade dele, que não coloquei aqui, mas não dá pra colocar tudo... Espero apenas que tenham se divertido tendo maior conhecimento da carreira deste brilhante profissional. Espero também que, assim como eu, tenham ficado com vontade de assistir a algum filme da lista.
Té mais...
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h47
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História
Uma pincelada sobre Cinema.
O primeiro a perceber esse mundo á parte onde se encontrava o Cinema, foi Georges Méliès. Além da genial percepção que teve na época, contou com a sorte, afinal foi sem querer. Uma cagada, pois quando filmava na rua, com uma câmera comprada na Inglaterra, sua máquina enguiçou por alguns instantes, mas ele a fez funcionar novamente. O que ele filmou foi uma rua movimentada de Paris, com muitas pessoas caminhando pra lá e pra cá, um ônibus que estava estacionado, mas através do momento curto de interrupção da filmagem, transformou-se num carro fúnebre, pois estava ali quando a câmera voltou a funcionar. Esse acontecimento, para qualquer um da época, poderia ter sido considerado um erro, algo grosseiro, e até jogar tudo fora “desistindo de um aparelho que mal funcionava”. Só que a genialidade de Méliès foi superior a tudo isso. O que ele viu na tela foi uma mágica, um efeito especial.
No Cinema esquecemos completamente do mundo real. O Super Homem voa lá na tela salva um monte de gente. Ao assistir, sabemos que aqui, na vida real, isso não acontece, mas numa tela de Cinema tudo pode acontecer e aquilo passa a ser real diante de nossos olhos. Aceitamos a idéia de que um homem possa voar porque isso, ali, é real. A Fantasia que existe no Cinema, assim como o carro fúnebre que aparece no lugar do ônibus, também passa a ser real. O Fantástico não é somente aceitável, é também legal.
Muitos tentaram reproduzir o “movimento”, ou a realidade com o movimento, como o Cinema o faz, mas sem muito sucesso. Tanto uma pintura quanto uma fotografia, por mais reais que possam parecer, por mais fidelidade que tenham com a vida real, até reproduzem a realidade, mas não o movimento. Sempre tentando reproduzir o movimento, no século XVII, o jesuíta Kirchner usava uma lanterna com imagens fixas na frente. Chamava aquilo de Lanterna Mágica e, para a época, devia mesmo arrancar elogios das pessoas assim como suspiros de admiração. Durante o século XIX o desejo de capturar o movimento foi testado e abusado por muitos meios científicos. Em 1873, Pierre Janssen pesquisou um tipo de câmara, chamada Câmara Revolver, pois queria capturar o movimento de Vênus pelo Sol. O inglês Muybridge quis registrar o galope de um cavalo e o Francês Marey criou um Fuzil Fotográfico, pois era capaz de tirar doze fotos em um segundo, tudo isso somente para capturar o movimento de um pássaro voando. Todos os cientistas buscavam movimentos rápidos, detalhes, que não poderiam ser captados a olho nu. Depois disso, o próprio francês Marey, que era são paulino, expôs o seu nojo e desprezo pelo Cinema “espetáculo”, pois não achava graça em ver na tela ele via melhor com os próprios olhos. Típico de um gordinho que era dono da bola, mas tinha que jogar no gol, ou servir de gandula, por ser ruim demais com a redonda nos pés. Dor de cotovelo de quem não teve a idéia primeiro. Puro despeito, pois o Cinema não só conseguiu captar o “movimento”, mas exibia e exibe, ali na tela, uma cópia da vida, por mais fantasiosa que uma estória pudesse parecer.
Categoria: Historia
Escrito por Rodrigo Pestana às 16h47
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História II - A Missão
Uma pincelada sobre... Segunda Parte!
No final do século XIX, a Burguesia, que fede, está impondo seu domínio sobre o mundo ocidental, colonizando e escravizando pra sempre aquilo que se chama de terceiro mundo, fazendo de uma forma interessante, pensando no futuro, desejando que “aquela gente” seja dependente pelo resto da existência. Parece que funcionou, não é? Ô Brasil... Acorda!! Voltando á Burguesia no final do século XIX. Ela está transformando a produção, as relações de trabalho, que além de desenvolver muitas engenhocas e técnicas para criar um “modo de vida” é sua imagem, tem como sua Musa Inspiradora, como sua Amada Imortal, a Máquina. A “Máquina”, em todos os seguimentos, foi fundamental para essa transformação, para o desenvolvimento, imposição e completo domínio da Burguesia naquele período. E dentre tantas “máquinas”, a do Cinema não seria diferente.
Criado pela Burguesia, o Cinema não era, e nunca foi, uma arte qualquer. Não se pode comparar. Há quem diga que o Cinema não é, e não pode, ser considerado arte pelo fato de ser impossível ser feito por um único homem. Não haveria maneira de escrever um roteiro, dirigir, atuar, cuidar da iluminação, do som e muito mais, tudo isso ao mesmo tempo. Mas para a Burguesia o Cinema não era uma arte do homem, e sim, da Máquina. O “olho mecânico”, como chamavam, pode captar imagens sem a intervenção de um homem. A mecânica elimina qualquer tipo de interrupção humana. Claro que não estou falando de “visão do diretor isso”, “visão do diretor aquilo”, muito menos dos magníficos feitos especiais que ajudam e atrapalham com a mesma intensidade, mas do simples fato de que a máquina irá capturar aquilo que estiver á sua frente. O Cinema pode ser considerado também a junção de pedaços da realidade, colocados numa ordem lógica, ou não, exibindo apenas a “realidade” para nossos olhos, independentemente de “fantasia”. Uma reprodução da realidade e do modo como a percebemos. Não importa o gênero, o tema, o Cinema é um modo de contar uma estória. Veja bem, o Cinema, como Máquina da Burguesia, tem como principal objetivo o Dinheiro. Ninguém constrói uma máquina pensando “ei, posso ficar bem pobre com isso, então, acho que vou construí-lo”. Não foi somente o fato de que contar uma estória poderia ser legal, claro que não, pois existe algo maravilhoso chamado Dinheiro. No começo, os produtores vendiam cópias de seus filmes aos exibidores, que podiam lucrar muito mais passando quantas vezes bem entendessem. Quantas vezes quisessem. Mas, preste atenção, o produtor vendia copias. Vendia. Mas os exibidores, além de lucrarem exibindo o filme quantas vezes desejassem, podiam lucrar revendendo suas cópias também, tendo um lucro do qual o produtor não participava. Depois de um tempo foi que os produtores perceberam que poderiam Lucrar mais do que antes e, passaram então a “alugar”, ao invés de venderem suas cópias, recebendo então uma percentagem dos lucros obtidos pelo exibidor. A industria cinematográfica logo se dividiu em três partes, sendo compostas pelo produtor, o distribuidor, que era quem servia de intermediário, e o exibidor. Uma industria que fabricava um produto, mas que não o vendia de maneira concreta. Ninguém compra o bilhete de um filme e leva um pedaço dele pra casa. Compra-se, no entanto, o direito de permanecer diante da tela durante o tempo de exibição do filme. A pessoa não leva nada pra casa, a não ser a experiência de ter assistido a uma estória. A Máquina do Cinema é uma das maiores geradoras de dinheiro sem nunca vender ao consumidor final um produto concreto, e sim, um direito. Muitíssimo inteligente, a Burguesia não agiria de outra forma, pois, além da dominação cultural e imposição de modo de vida, ela também queria ficar rica.
Categoria: Historia
Escrito por Rodrigo Pestana às 16h38
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História III - O Resgate
Uma pincelada sobre... Terceira Parte!
Agora vou contar algo que não é tão legal sobre Cinema e, por isso, falarei baixinho. Chega mais... Você sabia que não há movimento na imagem cinematográfica? Até o movimento no Cinema é uma ilusão. O que vemos na tela é sempre imóvel, e a impressão de que temos do movimento são de fotografias seqüenciais. Uma figura, algo ou alguém, é fotografada em movimento com intervalos de tempo muito curtos entre cada uma das fotografias, que neste caso chama-se fotogramas. Vinte e quatro fotogramas por segundo são projetados em seqüência para dar essa impressão de movimento. O olho humano não possui uma rapidez elevada a ponto de perceber o truque, e por isso a retina não consegue armazenar a imagem por um tempo superior a 1/24 de segundo. É o seguinte, quando os olhos absorvem uma imagem, a imagem anterior ainda está ali, por isso não percebemos a interrupção, o intervalo, que há entre cada imagem. Entre cada fotograma. E é justamente isso o que nos dá a impressão de movimento contínuo, semelhante ao da realidade. Mas não conte isso a ninguém, pois esse será o nosso segredo. Guarde pra você. É tão chato informar uma pessoa que acredita no movimento contínuo, pois ela está Vendo, quanto dizer a uma criança de quatro anos que aquele coelhinho da páscoa, na verdade, ra sua professora primaria fantasiada. Viu só? Existe a Fantasia! É por isso que o Cinema é Da Hora!
Categoria: Historia
Escrito por Rodrigo Pestana às 16h37
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Robert Zemeckis

Robert Zemeckis é um brilhante Diretor e Roteirista e se tiver curiosidade de conhecer um pouco mais do seu trabalho, confira o su perfil.
Adora os filmes do seu amigo Steven Spielberg e ama trabalhar com feitos especiais. Spielberg é também um grande parceiro, pois já produziu diversos de seus filmes. Um outro parceiro importantíssimo na carreira cinematográfica de Zemeckis é o roteirista Bob Gale, que quase sempre é seu parceiro na arte de contar estórias. Passou por diversos “generos” cinematográficos, o que causa inveja a muitos diretores mais conhecidos do que ele, mas é pelo fato de conseguir ser eclético, variando por estilos e genros diferentes, que Zemeckis alcança com seu trabalho certo prestigio, tendo sempre retorno positivo por da critica (que não deve ser levada á sério) e do público.
Robert Zemeckis ganhou o Oscar de Melhor Diretor, por Forrest Gump (1994), e foi indicado na categoria de Melhor Roteiro Original, por De Volta Para o Futuro (1985). Ganhou também o Globo de Ouro de Melhor Diretor, por Forrest Gump, (1994). E foi indicado na categoria de Melhor Roteiro Original, por De Volta Para o Futuro (1985). Seus filmes quase sempre são produzidos por Steven Spielberg e tem Bob Gale como companheiro de escrita nos roteiros. É formado na Escola de Cinema da Universidade de Southern Califórnia e adora fazer citações propositais a cenas de outros filmes famosos, homenageando aqueles que admira.
Categoria: Profissionais
Escrito por Rodrigo Pestana às 15h52
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